História
História da Freguesia de Pessegueiro do Vouga
É Pessegueiro do Vouga uma povoação muito antiga, embora com este nome – Pessegueiro do Vouga, tal como se chama hoje – apenas saibamos que é referida nas Inquirições reais a que mandou proceder o rei D. Dinis, em 1282, em que se lê que:
“Na aldeia de Sever de Pecegueiro do Vouga, tem a ordem do Spital (1) hum casal que paga a terça |parte| do peixe que matar no rio e as primariças (as primeiras lampreias que se pescam em cada ano) que ha dar a El-Rey, e rousso, e omezio e merd…. Em bôca”
– Ordem militar do Hospital (ou dos Hospitalários). Umas das quatros Ordens Religiosas militares que auxiliaram os nossos primeiros reis a combater os mouros. Como recompensa, essas Ordens recebidas terras, bens, rendimentos e benefícios. Neste documento, a terça parte do peixe apanhado por esse casal era para a Ordem dos Hospitalários.
Ao Rei D. Dinis pertenciam as primeiras lampreias pescadas em cada ano. Mas porque pagar, satisfazer encargos e obrigações para com o rei era o mesmo que hoje pagar impostos, o casal a isso obrigado dizia (e o povo, em geral, igualmente) que o rei devia era comer “rousso e omezio” (talvez plantas venenosas) e mesmo “merd….”.
Extraído do livro “Das Origens à Atualidade” – Autor António Henriques Tavares
“Na aldeia de Sever de Pecegueiro do Vouga, tem a ordem do Spital (1) hum casal que paga a terça |parte| do peixe que matar no rio e as primariças (as primeiras lampreias que se pescam em cada ano) que ha dar a El-Rey, e rousso, e omezio e merd…. Em bôca”
– Ordem militar do Hospital (ou dos Hospitalários). Umas das quatros Ordens Religiosas militares que auxiliaram os nossos primeiros reis a combater os mouros. Como recompensa, essas Ordens recebidas terras, bens, rendimentos e benefícios. Neste documento, a terça parte do peixe apanhado por esse casal era para a Ordem dos Hospitalários.
Ao Rei D. Dinis pertenciam as primeiras lampreias pescadas em cada ano. Mas porque pagar, satisfazer encargos e obrigações para com o rei era o mesmo que hoje pagar impostos, o casal a isso obrigado dizia (e o povo, em geral, igualmente) que o rei devia era comer “rousso e omezio” (talvez plantas venenosas) e mesmo “merd….”.
Extraído do livro “Das Origens à Atualidade” – Autor António Henriques Tavares